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A Senhora disse Bus?

Era uma vez, e não era, uma mulher que vivia sozinha numa tapera. Era simples o seu lar, mas ela tinha tudo que precisava na terra que seus pais lhe deixaram de herança, onde aprendeu a plantar e a cultivar.

Um certo dia, um homem letrado passou por lá com seu carro possante. Estava perdido, sem GPS e precisa de água para o seu carburador, quero dizer, o carburador do carro. Então, ele foi até a casinha da mulher pedir água e orientação por onde ir naquela terra de chão sem fim.

Desatando Nós


Era uma vez... E não era...

Um lugar no qual não se chegava em nenhum lugar. Era como um plano com uma neblina branco esfumaçada que às vezes ficava escuro e frio de repente, por alguns instantes.

Andando por aquele plano, sem rumo, estava Síria, uma jovem mulher na faixa dos 30 anos. Ela simplesmente andava e andava e depois parava. Não sentia fome, não sentia sede, não sentia nada. Apenas quando o frio vinha que gélida era chorava. Ela não sabia porque estava ali.


Fiando e Confiando

Confiar na sabedoria da vida pode ser assustador, ainda mais quando nos deparamos com o sofrimento e não vemos nenhum sentido nisso. Esta história da tradição Sufi, vem justamente mostrar o quanto que o aprendizado durante uma vida pode fazer sentido quando justamente nos deparamos com o momento chave de enxergar todo o quebra-cabeça encaixado.
                                 

O Tesouro do Lago Azul



Muitas vezes queremos que uma situação externa que estamos vivendo mude, mas não nos perguntamos o que precisamos mudar internamente para que sincronicamente o que está fora tenha a possibilidade de se transformar. Por não termos a visão panorâmica de fora, achamos que a visão profunda de dentro não pode nos trazer respostas. Como gosto de histórias, então, escrevi uma.

Era uma vez, e não era uma vez um homem que estava em busca de fortuna para resolver os problemas de sua aldeia. Ele rezava e pedia que pudesse ficar rico, pois assim poderia ajudar muitas pessoas.

Ouvir o inaudível

Compartilhando um conto, autor desconhecido.

“Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre, com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa. 

Quando o príncipe lá chegou, o Mestre o mandou sozinho para uma floresta; ele deveria voltar após um ano, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta. 

Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o Mestre pediu que descrevesse todos os sons que conseguira ouvir... Então, o príncipe disse: “Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, a barulho do vento cortando os céus...” Assim ao terminar o relato, o Mestre pediu ao príncipe que voltasse à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.


Josefina e o Diabo

Josefina era uma senhora bastante religiosa, que frequentava a igreja praticamente todos os dias. Regozijava-se por ser uma escolhida de Deus, e por ter grandes virtudes. Sempre estava pronta para criticar os outros que, segundo ela, estavam no mau caminho sob a influência do demônio. 

Constantemente, quando algo negativo se manifesta em sua vida, ou na vida dos outros, ela dizia: “É o diabo de novo!” ou “É o satanás!!!” Era um hábito muito forte, na verdade automático. 

Certo dia, algo muito estranho aconteceu. Josefina estava na cozinha, terminando o almoço, e de repente uma panela caiu sem explicação aparente. Então ela arregalou os olhos e disse:


A Pedra no Lago (conto)


Era uma vez, e não era, um lugar perdido na dispersão da mente, habitado por seres de toda espécie, com múltiplos estilos de vida, que viviam de acordo com seus humores. Neste aglomerado de possibilidades, havia um lugar distinto, uma vila num vale com pessoas da terra, água, fogo e ar, que apesar das diferenças, conseguiam manter a harmonia e a cooperação. Elas tinham uma disposição genuína no coração para mudar a si mesmas e servir aos outros. Tal atitude era fruto da visita de Sábios viajantes que costumavam passar por lá para desfrutar da quietude e abundância do vale, meditar e ensinar.  Mas também era fruto da energia de uma velha eremita que habitava uma das cavernas do grande rochedo.